segunda-feira, 4 de julho de 2011

Judaísmo

Judaísmo

O Judaísmo é uma crença monoteísta que se apóia em três pilares: na Torá, nas Boas Ações e na Adoração. Por ser uma religião que supervaloriza a moralidade, grande parte de seus preceitos baseia-se na recomendação de costumes e comportamentos "retos".

O Deus apresentado pelo Judaísmo é uma entidade viva, vibrante, transcendente, onipotente e justa. Entre os homens, por sua vez, existem laços fraternos, e o dever do ser humano consiste em "praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar humildemente nas sendas divinas".

A prática da religião está presente no dia-a-dia do judeu. Ela se estende até sua alimentação, que deve ser kosher, ou seja, livre de comidas impuras (certas carnes, como a suína, entre outras substâncias, não são permitidas). Outro hábito arraigado é a observação do Shabat, o dia do descanso, que se estende do pôr-do-sol da sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado, e que é celebrado com rezas, leituras e liturgias na Sinagoga, o templo judaico.

Em essência, o Judaísmo ensina que a vida é uma dádiva de Deus e, por isso, devemos nos esforçar para fazer dela o melhor possível, usando todos os talentos que o Criador nos concedeu.

As escrituras sagradas, as leis, as profecias e as tradições judaicas remontam a aproximadamente 3 500 anos de vida espiritual. A Torá, que também é conhecida como Pentateuco, corresponde aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento bíblico (os outros dois são Salmos e Profecias). O Talmud é uma coleção de leis que inclui o Mishná, compilação em hebraico das leis orais, e o Gemará, comentários dessas leis, feitos pelos rabinos, em aramaico.

Subdivisões do Judaísmo

Judaísmo Conservador

Esta corrente defende a idéia de que o Judaísmo resulta do desenvolvimento da cultura de um povo que podia assimilar as influências de outras civilizações, sem, no entanto, perder suas características próprias. Assim, o Judaísmo Conservador não admite modificações profundas na essência de suas liturgias e crenças, mas permite a adaptação de alguns hábitos, conforme a necessidade do fiel.

Judaísmo Ortodoxo

Corrente que se caracteriza pela observação rigorosa dos costumes e rituais em sua forma mais tradicional, segundo as regras estabelecidas pelas leis escritas e na forma oral. É a mais radical das vertentes judaicas.

Judaísmo Reformista

O Movimento Reformista defende a introdução de novos conceitos e idéias nas práticas judaicas, com o objetivo de adaptá-las ao momento atual. Para esta corrente, a missão do judeu é espiritualizar o gênero humano - a partir deste ponto de vista, torna-se obsoleto qualquer preceito que vise separar o judeu de seu próximo, independentemente de crença ou nação.

Igreja Ortodoxa

No ano de 1054 houve um cisma entre as Igrejas Cristãs – de um lado, permaneceu o Catolicismo, submetido à autoridade papal; do outro, várias igrejas orientais uniram-se em torno do poder do Patriarca de Constantinopla, constituindo a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa, mais conhecida como Igreja Ortodoxa. Esta expressão, advinda do grego, significa ‘doutrina reta’; os seguidores desta vertente são chamados de cristãos ortodoxos.

Até hoje os ortodoxos mantêm intactos seus rituais primitivos, ministrados pelos padres apostólicos, e também o Credo Niceno. Esta Igreja alicerçava-se em cinco Patriarcados, os de Antioquia, Constantinopla, Alexandria, Jerusalém e Roma, todos livres na esfera administrativa. No campo dos ritos, porém, as Igrejas são muito semelhantes, e seus princípios de fé são os mesmos. O Patriarca de Constantinopla detém uma denominação tão somente honorária, porque os patriarcas de cada instituição são dependentes entre si. Esta estrutura hierárquica tem um claro objetivo, demonstrar que Jesus é o único líder da Igreja, sem nenhum representante na Terra.

A maior autoridade na Igreja Ortodoxa é o Santo Sínodo Ecumênico, desde a sua fundação até os dias atuais. Ele é integrado por todos os patriarcas que lideram as igrejas autocéfalas e pelos arcebispos-primazes das igrejas independentes, que se unem quando são convocados pelo Patriarca de Constantinopla. Este Concílio teve seu poder contestado pela Igreja Católica Romana em 1054, data da dissidência religiosa entre as Igrejas Cristãs. Os ortodoxos, ao obedecerem ao Patriarca, negam a liderança do Papa e sua impossibilidade de se enganar.

Cada Igreja está submetida também a uma autoridade regional, o Santo Sínodo Local. Por outro lado, os patriarcados têm a liberdade de buscar a solução de seus problemas específicos com o máximo de autonomia, podendo inclusive substituir seus próprios bispos, até mesmo o patriarca, o arcebispo ou o Metropolita que dirija esta instituição. A Ortodoxia aceita a existência de sete Concílios Ecumênicos – os de Nicéia, Constantinopla, Éfeso, Calcedônia, Constantinopla II, Constantinopla III e Nicéia II.

Há pelo menos quatorze Igrejas Ortodoxas Autocéfalas – as quatro mais antigas, ou seja, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém (todas elas constituem patriarcados); bem como as dez Igrejas Ortodoxas que surgiram ao longo do tempo: Rússia, Sérvia, Romênia, Bulgária, Geórgia (estas também são consideradas patriarcados), Chipre, Grécia, Albânia e República Tcheco-Eslováquia (estas últimas são lideradas por um arcebispo ou por um Metropolita).

Seus rituais são constantemente revestidos de pompa e constituem a essência da fé ortodoxa. A parte musical dispensa os instrumentos, expressando-se apenas através dos cantos realizados por corais. A ortodoxia não permite o uso de imagens esculturais na decoração, somente pintura sobre madeira representando os santos, Jesus e sua mãe, Maria. Surgiram nas diversas Igrejas, devido à sua autonomia, as mais variadas cerimônias eclesiásticas, que correspondem mais à diversidade das línguas e das culturas regionais, do que a qualquer discordância doutrinária. Os cinco rituais mais importantes são o bizantino – encontrado na maior parte das Igrejas Ortodoxas -, o alexandrino, o antioquino, o armênio e o caldeu.

O ascetismo organizado é a base da força vital que anima a crença ortodoxa, e seu principal mosteiro está localizado no Monte Athos, na Grécia. Na Igreja Ortodoxa todos os bispos são considerados herdeiros da tarefa apostólica, portanto são portadores dos mesmos direitos, não havendo nenhuma diferença entre eles e os outros integrantes do clero ortodoxo. Os únicos critérios para a concessão de cargos eclesiásticos são a experiência trazida pela idade e a sabedoria. A Igreja está presente em cada local no qual se consagre a Eucaristia. Esta instituição também adota o Novo Testamento, e segue igualmente as leis instituídas pelos sete primeiros Concílios Ecumênicos. Além destes pontos em comum com a Igreja Católica Romana, ela tem seu diferencial na filiação aos livros patrísticos.

Ao contrário do Catolicismo, para a Igreja Ortodoxa o Espírito Santo provém do Pai, mas não está ligado ao Filho; o purgatório não existe e os ortodoxos não crêem na virgindade de Maria, embora admitam sua elevação aos Céus. Na estrutura clerical, apenas os bispos são obrigados a manter o celibato, os padres são liberados para o matrimônio, desde que este se dê antes da sua ordenação.

No Brasil a Igreja Ortodoxa desembarcou junto com os imigrantes árabes. A primeira instituição foi edificada em São Paulo, no ano de 1904. A imponente Catedral Ortodoxa foi aberta ao público em 1954, no auge da celebração do IV Centenário da metrópole.

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Ortodoxa
http://www.ecclesia.com.br/igreja_ortodoxa/index.html
http://www.brazilsite.com.br/religiao/outras/ortod.htm

Shintoismo (Xintoísmo)

O Shintoismo (Xintoísmo) é uma religião essencialmente japonesa e que retrata bem a maneira de ser daquele povo. Não é fácil se admitir que ela condicionou a imagem da maneira de ser do povo japonês ou se foi o inverso, a maneira de ser desse povo que condicionou os aspectos do Shintoismo. Pessoalmente aceitamos mais esta segunda possibilidade, pois que aquela religião não tem um fundador nem um texto que possa ser tido como escritura sagrada. Na verdade essa religião foi se construindo a partir de uma variedade imensa de costumes, e cujo panteão é composto por um aglomerado de deidades inerente a cada região, a cada clã e mesmo a determinados lugares e pessoas.
O Xintoísmo é a religião japonesa mais antiga, o seu início é obscuro, mas tudo indica que já existia na metade do primeiro milênio a.C., mas que somente a partir do sexto século d.C., quando o povo japonês começou lentamente a integrar com as demais civilizações continentais, foi que os registros foram sendo conhecidos fora do Japão. Naquele período existia como uma mistura amorfa de cultos relacionados com a adoração à natureza, com a fertilidade, com métodos de adivinhação, devoção aos heróis, e ao shamanismo.

O Shintoismo, portanto, foi se constituindo a partir da junção de tudo o que referimos antes, por isto se trata de uma religião que não teve um fundador como aconteceu com o Budismo, o Cristianismo, o Islamismo e outras. Por esta razão também tem qualquer cânon de escrituras sagradas, nem uma filosofia religiosa explícita, ou um código moral específico. Suas raízes estão fixadas apenas em práticas religiosas pré-históricas. Na verdade o Xintoísmo derivou da adoração japonesa de deuses terrestres e ancestrais desde o começo da sua história quando todo clã tinha seu próprio deus (Ujigami).

Os deuses do Shintoismo são em grande número, cerca de oito milhões de deidades. Também é muito elevado o número de santuários dedicados às deidades do shinto e que começaram a ser erguidos a partir do 3º e 4º séculos.

O Xintoísmo confere qualidades divinas ao Sol, aos astros, e também a locais específicos tais como rios, lagos e lugares de grande beleza natural como bosques, fontes, pedras, montanhas, como acontece com referência ao Monte Fuji (Montanha Sagrada do Japão).

No panteão das deidades do Shinto também estão incluídos elementos abstratos como a fertilidade, o crescimento, a beleza, a produtividade, etc. incluindo-se a alma de pessoas importantes tais como guerreiros, líderes, poetas. Nesta relação inclui-se a família imperial (A deusa Amaterasu de quem acreditam descender a família imperial) assim como também um imenso número de divindades ancestrais de clãs (uji).

Um outro aspecto do Shintoismo, com referência às deidades, compreende a adoração em santuários (jinja) estabelecidos em honra a elas e nos quais determinadas deidades podem residir. Afirmam que uma deidade pode também residir em objetos (Shintai objeto sagrado no qual o kami reside).

Talvez o símbolo mais universalmente conhecido seja o Torii, trata-se de um portal composto por dois suportes verticais e dois horizontais pintados de vermelho e que é colocado na entrada dos templos demarcando a área sagrada do santuário e sob o qual os devotos costumam passar.

Há datas especiais de adoração, momentos importantes relativas ao ciclo da vida de indivíduos (nascimento, mocidade, matrimônio, e mais recentemente, e até mesmo de exames de entrada escolares). Também há as datas festivas (matsuris) relativas aos diversos períodos anuais, tais como o ano novo, o advento do plantio do arroz, o solistício do verão, o início da colheita, e assim por diante.

Existe um número imenso de santuários xintoístas. Há santuários de importância nacional, como o Santuário Principal de Ise, consagrado a Amaterasu, e associado com a família imperial, pelo que se constitui um centro nacional de peregrinação, mas o número de santuários é fabuloso, especialmente porque normalmente cada família tem seu próprio, e até mesmo cada pessoa em particular. As famílias costumam ter um "matsuri" especial relativo à sua própria história e fundação.

Em muitas ocasiões os santuários estão repletos de devotos que buscam bênçãos para suas fortunas, e purificações que são conferidas pelos sacerdotes.

No período de Heian (710 - 1185 d.C.) o Xintoísmo sofreu grande influência do Budismo Indiano. Assim certos kami foram criados como manifestação de Budhas. Grandes influências da cultura chinesa se fizeram sentir sobre o Xintoísmo, tanto quanto do Confucionismo.

Durante o período de Tokugawa (1603 - 1868), as seitas budistas se tornaram instrumentos do regime feudal, por isso o Xintoísmo passou a ser considerado cada vez mais como a fonte exclusiva da identidade japonesa, em detrimento de outras ideologias estrangeiras e a partir daí a influencia budistas e confuncionista decresceu.

A palavras Xintoísmo quer dizer modo dos deuses, cuja essência é "kami".

Os xintoísta dizem que tudo tem seus próprios espíritos os quais eles chamam "kami". Até mesmo um homem se torna Kami quando ele morre. Dizem que existem oito milhões Kami no mundo, mas tendo-se em mente que a palavra milhões apenas significam "muitos" por isto o número de Kami é considerado muito superior àquela quantidade. Dizem que o Espírito Divino é encontrado em todas as coisas quer sejam nas coisas do céu quer da terra. Pensando assim para os xintoístas existem os "kami" das montanhas - especialmente o Monte Fuji - do sol, da lua, dos planetas, das estrelas, e até mesmo das plantas, dos animais, dos seres humanos. Também há um "kami" de uma cerejeira que floresce, de uma árvore bonsai, dos jardins formais, e do Sakaki (a árvore santa). Podemos ver que os "kami" num certo sentido são equivalentes aos elementais da natureza citados por outras doutrinas.

De um modo geral o xintoísta reconhece o Sol como um irmão querido; as montanhas, como irmãs; os animais, como irmãos; as flores, como irmã, e assim por diante.

Entre os inúmeros "kami", há aqueles que são responsáveis pela boa colheita e tem o nome de "Fuku-nenhum-kami" e também os que trazem desastres, chamados de Magatsu-Kami. Por isto dizem ser importante se invocar Fuku-nenhum-Kami e repelir Matatsu-Kami.

No xintoísmo existem muitos festivais anuais, praticamente cada efeméride, cada fase do calendário anual (Primavera, inverno, outono, verão) é assinalada com um deles e ligados aos festivais existe um número expressivo de canções e danças compondo rituais específicos.

No Japão cada aldeia tem seu próprio santuário de shinto no qual é divinizado o kami mais importante na aldeia. Algumas divinizaram kami da água (Ryu-jin ou um espírito de dragão); outras, o kami de uma velha árvore, e assim por diante. Quando um membro importante de uma aldeia morre, ele pode ser aceito como um Kami secundário.
O Xintoísmo aceita o mundo material como bom em contraposição ao Budismo que o considera mal. Estes conceitos opostos resultam do Xintoísmo ser dualista e o Budismo Monista, como discutiremos noutra palestra.

Segundo os xintoístas foram os "kami" que criaram as ilhas de Japão e que a deusa do sol Amaterasu foi à mãe do primeiro imperador que foi enviado a terra para fundar a dinastia imperial. Esta convicção era sagrada e se tornou a base de Xintoísmo Estatal, e como conseqüência o Imperador se tornou símbolo da unidade da nação. Esta tradição foi que determinou o respeito pelas autoridades do estado, especialmente pelo Imperador e a sua família. Este tem sido um conceito sempre foi muito arraigado na cultura japonesa e que fez com que o Xintoísmo fosse a religião oficial do Japão por muito tempo.

Hinduísmo

Hinduísmo

O Hinduísmo é uma das religiões mais antigas do mundo. Não há um fundador desta religião, ao contrário de tantas outras - no Islamismo, por exemplo, temos Maomé, e no Budismo, o próprio Buda. O Hinduísmo, na verdade, se compõe de toda uma intersecção de valores, filosofias e crenças, derivadas de diferentes povos e culturas.

Para compreender o Hinduísmo, é fundamental situá-lo historicamente. Por volta de 3 000 a.C., a Índia era habitada por povos que cultuavam o Pai do Universo, numa espécie de fé monoteísta. Pouco depois, em 2 500 a.C., floresceu a civilização dravídica, no vale do rio Indo, região que hoje corresponde ao Paquistão e parte da Índia. Os drávidas eram adeptos de uma filosofia de louvor à natureza, de orientação matriarcal e baseada no princípio da não-violência. Porém, em 1 500 a.C., os arianos invadiram e dominaram aquela região, reduzindo os antigos drávidas à condição de "párias" - espécie de sub-classe social, que até hoje permanece sendo a casta mais baixa da pirâmide social indiana.

Hinduísmo Védico e Hinduísmo Bramânico

Na primeira fase do Hinduísmo, que recebe o nome de Hinduísmo Védico, temos o culto aos deuses tribais. Dyaus, ou Dyaus-Pitar ("Deus do Céu", em sânscrito), era o deus supremo, consorte da Mãe Terra. Doador da chuva e da fertilidade, ele gerou todos os outros deuses. O Sol (Surya), a Lua (Chandra) e a Aurora (Heos) eram os deuses da luz. Divindades menores e locais são as árvores, as pedras, os rios e o fogo. A partir da influência ariana, o simbolismo de Dyeus passou por uma transformação e tornou-se Indra, jovem divindade que rege a guerra, a fertilidade e o firmamento. Indra representa os aspectos benevolentes da tempestade, em contraposição a Rudra, provável precursor do deus Shiva, o destruidor. Também nesse período surgiram diversas outras divindades, inclusive Asura, representante das forças maléficas.

Na segunda fase do Hinduísmo, que recebe os nomes de Vedanta (fim dos Vedas) ou Hinduísmo Bramânico, ocorre a ascensão de Brahma, a divindade que simboliza a alma universal. Brahma é um dos deuses que compõem o Trimurti (Trindade) do Hinduísmo. Ele representa a força criadora. Os dois outros deuses são Vishnu, o preservador, e Shiva, o destruidor. Neste momento, surge a figura dos brâmanes, que compõem a casta sacerdotal da tradição hindu. Os rituais ganham uma série de componentes mágicos e elaboram-se idéias mais complexas acerca do Universo e da alma, inclusive conceitos como o de reencarnação e o de transmigração de almas.

Mais História - A terceira fase

No século 12, a Índia é invadida pelos muçulmanos, e grande parte de sua população é forçada à conversão. Aliás, o termo hindu designava qualquer pessoa nascida na Índia, mas a partir do século 13 este termo ganhou uma conotação religiosa, tornando-se sinônimo de "nativo não-convertido ao Islamismo".

A influência muçulmana se faz sentir dentro da ritualística hindu, pois uma das características marcantes do Hinduísmo é sua capacidade de absorver novos elementos e agregá-los ao seu sistema de crenças. Isso também ocorre quando, no século 18, o Cristianismo se insere no universo indiano, pela influência predominante dos colonizadores franceses.

Este Hinduísmo híbrido também se divide em várias correntes, cujos expoentes são gurus como Sri Ramakrishna (1834-86), Vivekananda (1863-1902) e Sri Aurobindo (1872-1950). O que essas correntes têm em comum é a preocupação em estender o trabalho espiritual ao âmbito social, por meio de trabalhos filantrópicos e assistenciais.

Por força dessa nova fase, a própria organização social da Índia - em sistema de castas -, começa a perder o sentido, pois existe um clamor ético por igualdade e solidariedade. O maior mestre do Hinduísmo moderno é Mahatma Gandhi (1869-1948), conhecido no Ocidente como chefe político, mas venerado na Índia como guru espiritual. Gandhi, adepto da Ahimsa (o princípio da não-violência), apregoava a importância do homem exercer perfeito controle sobre si mesmo.

Hoje, o Hinduísmo é a crença predominante na Índia. Mais do que uma religião, ele se caracteriza como uma tradição cultural, que engloba modo de viver, ordem social, princípios éticos e filosóficos.

As Escrituras Sagradas

VEDAS: Primeiros livros do Hinduísmo, surgidos aproximadamente no ano de 1 000 a.C., que aglutinam quatro coletâneas de textos. Dentre eles, destaca-se o Mahabharata, que contém o poema épico Bhagavad Gita (A Canção do Senhor). O conteúdo dos Vedas oscila entre o Monoteísmo (culto a um deus único) e o Politeísmo (culto a diversos deuses).

UPANISHADS: Essas escrituras, que podem ser traduzidas como Doutrinas Arcanas, foram redigidas por místicos que representam o expoente máximo do Bramanismo (uma das vertentes do Hinduísmo). Sua estrutura é a de uma série de diálogos entre mestres e discípulos, cujo ensinamento fundamental é o seguinte: o mundo em que vivemos é feito de maya (ilusão), e embora possamos ter a impressão de que o mundo é real, a única verdade é Brahma, a divindade suprema.

Fundamentos importantes

  • Para o Hinduísmo, as pessoas possuem um espírito (atman), que é uma força perene e indestrutível. A trajetória desse espírito depende das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma.
  • Enquanto não atingimos a libertação final - chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.
  • Os rituais se compõem de dois elementos principais: Darshan, que é a meditação / contemplação da divindade, e o Puja (oferenda).
  • A alimentação vegetariana é um dos pontos essenciais da filosofia hindu. Isso porque é livre da impureza (morte / sangue), e como todo alimento deve ser antes oferecido aos deuses, não se poderia ofertar algo que fosse "sujo".
  • As preces são entoadas como cânticos no idioma sânscrito, língua "morta" que deu origem ao hindi e a um grande número de dialetos praticados na Índia. Essas preces recebem o nome de mantras. Os mantras são dirigidos a diversas divindades, ou estimulam qualidades pessoais. Em geral, são entoados 108 vezes, e para sua contagem utiliza-se o japa-mala (colar de contas), uma espécie de "rosário", confeccionado em sândalo ou com sementes de rudraksha (árvores consideradas altamente auspiciosas pela tradição indiana).
  • O mantra mais importante é o OM, "sílaba sagrada" que representa o próprio nome de Deus. OM é a semente de todos os mantras e princípio da criação. Foi dele que derivou toda a matéria - neste aspecto, podemos até traçar um paralelo com o gênesis da Bíblia: "E o som se fez carne".


Shiva, a divindade mais popular da Índia

Shiva é a divindade que representa o princípio masculino. É o deus da morte, da destruição e das transformações profundas. Sua atuação é fundamental, porque do caos que ele promove, é que se faz a nova vida.

Em geral, é mostrado em movimento de dança, no meio de uma roda de Fogo, elemento da natureza ao qual ele está associado. Sua dança, denominada Tandava, simboliza o eterno movimento do universo. Com o pé direito, ele esmaga a cabeça de uma figura bestial - a ignorância - e com o pé esquerdo ele faz um movimento ascendente, indicando a liberação espiritual.

Na Índia, é comum encontrarmos os saddhus - homens "santos", que renunciam ao mundo e vagueiam em busca de sabedoria e iluminação. Devotos de Shiva, os saddhus costumam andar seminus, têm os cabelos bastante compridos e emaranhados e dedicam-se à prática da ioga, que seria uma expressão da dança de Shiva.

O princípio feminino da criação é Shakti, que se manifesta como Parvati (a mãe), Durga (a deusa da beleza), Lakshmi (senhora da arte e da criatividade) e Kali (senhora da destruição). Todas elas são esposas de Shiva.

Ganesha, o removedor de obstáculos

Ganesha é representado como um ser com corpo de homem e cabeça de elefante. De acordo com um dos mitos associados a esta divindade, Parvati tirou uma de suas próprias costelas e com ela fez um filho, a quem encarregou de guardar seus aposentos. Quando seu marido Shiva chegou e encontrou aquele homem nas proximidades o quarto da esposa, matou-o e arrancou-lhe a cabeça.

Diante da tragédia, Parvati exigiu que o marido devolvesse a vida a Ganesha. Então, Shiva prometeu que colocaria em Ganesha a cabeça da primeira criatura viva que aparecesse em seu caminho - e foi justamente um elefante.

Ganesha é protetor dos comerciantes e também dos sábios e escritores. Seus atributos são a prosperidade, a inteligência, o intelecto e a capacidade de superar obstáculos. Também simboliza a união entre o masculino e o feminino (ou os princípios Shiva e Shakti), pois sua tromba é uma forma fálica, e a boca é a forma receptora.

O culto a Krishna é um capítulo à parte na religiosidade hindu. Na verdade, o Movimento para a Consciência de Krishna, ou simplesmente Hare Krishna, como é mais conhecido no Brasil, é uma doutrina de alcance internacional, porém de pouca penetração na comunidade indiana.

Budismo

O Budismo é uma filosofia de vida baseada integralmente nos profundos ensinamentos do Buda para todos os seres, que revela a verdadeira face da vida e do universo.

Quando pregava, o Buda não pretendia converter as pessoas, mas iluminá-las. É uma religião de sabedoria, onde conhecimento e inteligência predominam. O Budismo trouxe paz interior, felicidade e harmonia a milhões de pessoas durante sua longa história de mais de 2.500 anos.

O Budismo é uma religião prática, devotada a condicionar a mente inserida em seu cotidiano, de maneira a leva-la à paz, serenidade, alegria, sabedoria e liberdade perfeitas. Por ser uma maneira de viver que extrai os mais altos benefícios da vida, é freqüentemente chamado de "Budismo Humanista".

O Buda

O Budismo foi fundado na Índia, no séc. VI a.C., pelo Buda Shakyamuni. O Buda Shakyamuni nasceu ao norte da Índia (atualmente Nepal) como um rico príncipe chamado Sidarta.

Aos 29 anos de idade, ele teve quatro visões que transformaram sua vida. As três primeiras visões – o sofrimento devido ao envelhecimento, doenças e morte – mostraram-lhe a natureza inexorável da vida e as aflições universais da humanidade. A quarta visão — um eremita com um semblante sereno – revelou-lhe o meio de alcançar paz. Compreendendo a insignificância dos prazeres sensuais, ele deixou sua família e toda sua fortuna em busca de verdade e paz eterna. Sua busca pela paz era mais por compaixão pelo sofrimento alheio do que pelo seu próprio, já que não havia tido tal experiência. Ele não abandonou sua vida mundana na velhice, mas no alvorecer de sua maturidade; não na pobreza, mas em plena fartura.

Depois de seis anos de ascetismo, ele compreendeu que se deveria praticar o "Caminho do Meio", evitando o extremo da auto-mortificação, que só enfraquece o intelecto, e o extremo da auto-indulgência, que retarda o progresso moral. Aos 35 anos de idade (aproximadamente 525 a.C.), sentado sob uma árvore Bodhi, em uma noite de lua cheia, ele, de repente, experimentou extraordinária sabedoria, compreendendo a verdade suprema do universo e alcançando profunda visão dos caminhos da vida humana. Os budistas chamam essa compreensão de "iluminação". A partir de então, ele passou a ser chamado de Buda Shakyamuni (Shakyamuni significa "Sábio do clã dos Shakya"). A palavra Buda pode ser traduzida como: "aquele que é plenamente desperto e iluminado".

A fundação do budismo

O Buda não era um deus. Ele foi um ser humano que alcançou a iluminação por meio de sua própria prática. De maneira a compartilhar os benefícios de seu despertar, o Buda viajou por toda a Índia com seus discípulos, ensinando e divulgando seus princípios às pessoas, por mais de 45 anos, até sua morte, aos 80 anos de idade. De fato, ele era a própria encarnação de todas as virtudes que pregava, traduzindo em ações, suas palavras.

O Buda formou uma das primeiras ordens monásticas do mundo, conhecida como Sangha. Seus seguidores tinham as mais variadas características, e ele os ensinava de acordo com suas habilidades para o crescimento espiritual. Ele não exigia crença cega; ao contrário, adotava o "venha e experimente você mesmo", atitude que ganhou os corações de milhares. Sua, era a senda da autoconfiança, que requeria esforço pessoal inabalável.

Após a morte de Shakyamuni, foi realizado o Primeiro Concílio Budista, que reuniu 500 membros, a fim de coletar e organizar os ensinamentos do Buda, os quais são chamados de Dharma. Este se tornou o único guia e fonte de inspiração da Sangha. Seus discursos são chamados de Sutras. Foi no Segundo Concílio Budista em Vaishali, realizado algumas centenas de anos após a morte do Buda, que as duas grandes tradições, hoje conhecidas como Theravada e Mahayana, começaram a se formar. Os Theravadins seguem o Cânone Páli, enquanto os Mahayanistas seguem os sutras que foram escritos em sânscrito.

Budismo chinês

Os ensinamentos do Buda foram transmitidos pela primeira vez, fora da Índia, no Sri Lanka, durante o reinado do Rei Ashoka (272 – 232 a.C.). Na China, a história registra que dois missionários budistas da Índia chegaram na corte do Imperador Ming no ano 68 d.C. e lá permaneceram para traduzir textos budistas. Durante a Dinastia Tang (602 – 664 d.C.), um monge chinês, Hsuan Tsang, cruzou o Deserto Ghobi até a Índia, onde reuniu e pesquisou sutras budistas. Ele retornou à China dezessete anos depois com grandes volumes de textos budistas e a partir de então passou muitos anos traduzindo-os para o chinês.

Finalmente, a fé budista se espalhou por toda a Ásia. Ironicamente, o Budismo praticamente se extinguiu na Índia em, aproximadamente, 1300 d.C. Os chineses introduziram o budismo no Japão. A tolerância, o pacifismo e a equanimidade promovidos pelo Budismo influenciaram significativamente a cultura asiática. Mais recentemente, muitos países ocidentais têm demonstrado considerável interesse pelas religiões orientais e centenas de milhares de pessoas vêm adotando os princípios do Budismo.

Ensinamentos do Buda

O Buda foi um grande professor. Ele ensinou que todos os seres vivos possuem Natureza Búdica idêntica e são capazes de atingir a iluminação através da prática. Se todos os seres vivos têm o potencial de tornar-se iluminados, são todos, portanto, possíveis futuros Budas. Apesar de haver diferentes práticas entre as várias escolas budistas, todas elas abraçam a essência dos ideais do Buda.

Karma e a Lei de Causa e Efeito

Uma pessoa é uma combinação de matéria e mente. O corpo pode ser encarado como uma combinação de quatro componentes: terra, água, calor e ar; a mente é a combinação de sensação, percepção, idéia e consciência. O corpo físico — na verdade, toda a matéria na natureza – está sujeito ao ciclo de formação, duração, deterioração e cessação.

O Buda ensinou que a interpretação da vida através de nossos seis sensores (olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo e mente) não é mais do que ilusão. Quando duas pessoas experimentam um mesmo acontecimento, a interpretação de uma, pode levar à tristeza, enquanto a da outra, pode levar à felicidade. É o apego às sensações, derivadas desses seis sentidos, que resulta em desejo e ligação passional, vida após vida.

O Buda ensinou que todos os seres sencientes estão em um ciclo contínuo de vida, morte e renascimento, por um número ilimitado de vidas, até que finalmente alcancem a iluminação. Os budistas acreditam que os nascimentos das pessoas estão associados à consciência proveniente das memórias e do karma de suas vidas passadas. "Karma" é uma palavra em sânscrito que significa "ação, trabalho ou feito". Qualquer ação física, verbal ou mental, realizada com intenção, pode ser chamada de karma. Assim, boas atitudes podem produzir karma positivo, enquanto más atitudes podem resultar em karma negativo. A consciência do karma criado em vidas passadas nem sempre é possível; a alegria ou o sofrimento, o belo ou o feio, a sabedoria ou a ignorância, a riqueza ou a pobreza experimentados nesta vida são, no entanto, determinados pelo karma passado.

Neste ciclo contínuo de vida, seres renascem em várias formas de existência. Há seis tipos de existência: Devas (deuses), Asuras (semideuses), Humanos, Animais, Pretas (espíritos famintos) e Seres do Inferno. Cada um dos reinos está sujeito às dores do nascimento, da doença, do envelhecimento e da morte. O renascimento em formas superiores ou inferiores é determinado pelos bons ou maus atos, ou karma, que foi sendo produzido durante vidas anteriores. Essa é a lei de causa e efeito. Entender essa lei nos ajuda a cessar com todas nossas ações negativas.

Nirvana

Através da prática diligente, do proporcionar compaixão e bondade amorosa a todos os seres vivos, do condicionamento da mente para evitar apegos e eliminar karma negativo, os budistas acreditam que finalmente alcançarão a iluminação. Quando isso ocorre, eles são capazes de sair do ciclo de morte e renascimento e ascender ao estado de nirvana. O nirvana não é um local físico, mas um estado de consciência suprema de perfeita felicidade e liberação. É o fim de todo retorno à reencarnação e seu compromisso com o sofrimento.

O conceito de sofrimento

O Buda Shakyamuni ensinou que uma grande parcela do sofrimento em nossas vidas é auto-infligido, oriundo de nossos pensamentos e comportamento, os quais são influenciados pelas habilidades de nossos seis sentidos. Nossos desejos – por dinheiro, poder, fama e bens materiais – e nossas emoções – tais como, raiva, rancor e ciúme – são fontes de sofrimento causado por apego a essas sensações. Nossa sociedade tem enfatizado consideravelmente beleza física, riqueza material e status. Nossa obsessão com as aparências e com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito são também fontes de sofrimento.

Portanto, o sofrimento está primariamente associado com as ações de nossa mente. É a ignorância que nos faz tender à avidez, à vontade doente e à ilusão. Como conseqüência, praticamos maus atos, causando diferentes combinações de sofrimento. O Budismo nos faz vislumbrar maneiras efetivas e possíveis de eliminar todo o nosso sofrimento e, mais importante, de alcançar a libertação do Ego do ciclo de nascimento, doença e morte.


As quatro nobres verdades e o nobre caminho óctuplo

As Quatro Nobres Verdades foram compreendidas pelo Buda em sua iluminação. Para erradicar a ignorância, que é a fonte de todo o sofrimento, é necessário entender as Quatro Nobres Verdades, caminhar pelo Nobre Caminho Óctuplo e praticar as Seis Perfeições (Paramitas).

As Quatro Nobres Verdades são:

1. A Verdade do Sofrimento.

A vida está sujeita a todos os tipos de sofrimento, sendo os mais básicos nascimento, envelhecimento, doença e morte. Ninguém está isento deles.

2. A Verdade da Causa do Sofrimento.

A ignorância leva ao desejo e à ganância, que, inevitavelmente, resultam em sofrimento. A ganância produz renascimento, acompanhado de apego passional durante a vida, e é a ganância por prazer, fama ou posses materiais que causam grande insatisfação com a vida.

3. A Verdade da Cessação do Sofrimento.

A cessação do sofrimento advém da eliminação total da ignorância e do desapego à ganância e aos desejos, alcançando um estado de suprema bem-aventurança ou nirvana, onde todos os sofrimentos são extintos.

4. O Caminho que leva à Cessação do Sofrimento.

O caminho que leva à cessação do sofrimento é o Nobre Caminho Óctuplo.

O Nobre Caminho Óctuplo consiste de:

  1. Compreensão Correta. Conhecer as Quatro Nobres Verdades de maneira a entender as coisas como elas realmente são.
  2. Pensamento Correto. Desenvolver as nobres qualidades da bondade amorosa e da aversão a prejudicar os outros.
  3. Palavra Correta. Abster-se de mentir, falar em vão, usar palavras ásperas ou caluniosas.
  4. Ação Correta. Abster-se de matar, roubar e ter conduta sexual indevida.
  5. Meio de Vida Correto. Evitar qualquer ocupação que prejudique os demais, tais como tráfico de drogas ou matança de animais.
  6. Esforço Correto. Praticar autodisciplina para obter o controle da mente, de maneira a evitar estados de mente maléficos e desenvolver estados de mente sãos.
  7. Plena Atenção Correta. Desenvolver completa consciência de todas as ações do corpo, fala e mente para evitar atos insanos.
  8. Concentração Correta. Obter serenidade mental e sabedoria para compreender o significado integral das Quatro Nobres Verdades.

Aqueles que aceitam este Nobre Caminho como um estilo de vida viverão em perfeita paz, livres de desejos egoístas, rancor e crueldade. Estarão plenos do espírito de abnegação e bondade amorosa.

As seis perfeições

As Quatro Nobres Verdades são o fundamento do Budismo e entender o seu significado é essencial para o autodesenvolvimento e alcance das Seis Perfeições, que nos farão atravessar o mar da imortalidade até o nirvana.

As Seis Perfeições consistem de:

  1. Caridade. Inclui todas as formas de doar e compartilhar o Dharma.
  2. Moralidade. Elimina todas as paixões maléficas através da prática dos preceitos de não matar, não roubar, não ter conduta sexual inadequada, não mentir, não usar tóxicos, não usar palavras ásperas ou caluniosas, não cobiçar, não praticar o ódio nem ter visões incorretas.

  3. Paciência. Pratica a abstenção para prevenir o surgimento de raiva por causa de atos cometidos por pessoas ignorantes.

  4. Perseverança. Desenvolve esforço vigoroso e persistente na prática do Dharma.

  5. Meditação. Reduz a confusão da mente e leva à paz e à felicidade.

  6. Sabedoria. Desenvolve o poder de discernir realidade e verdade.

A prática dessas virtudes ajuda a eliminar ganância, raiva, imoralidade, confusão mental, estupidez e visões incorretas. As Seis Perfeições e o Nobre Caminho Óctuplo nos ensinam a alcançar o estado no qual todas as ilusões são destruídas, para que a paz e a felicidade possam ser definitivamente conquistadas.

Tornar-se um Buda

Ao desejar tornar-se budista, deve-se receber refúgio na Jóia Tríplice, como um comprometimento com a prática dos ensinamentos do Buda. A Jóia Tríplice consiste no Buda, no Dharma e na Sangha.

Budistas laicos podem também fazer voto de praticar cinco preceitos em suas vidas diárias. Os Cinco Preceitos são: não matar, não roubar, não ter conduta sexual inadequada, não mentir e não se intoxicar. O preceito de não matar se aplica principalmente a seres humanos, mas deve ser estendido a todos os seres sencientes. É por isso que a Sangha e muitos budistas devotos são vegetarianos. No entanto, não é preciso ser vegetariano para tornar-se budista. O quinto preceito – não se intoxicar – inclui abuso de drogas e álcool. O entendimento deste preceito é uma precaução, por não ser possível manter a plena atenção da consciência e comportamento apropriado quando se está drogado ou bêbado.

Os budistas são incentivados a manter estes preceitos e a praticar bondade amorosa e compaixão para com todos os seres. Os preceitos disciplinam o comportamento e ajudam a diferenciar entre certo e errado. Através do ato de disciplinar pensamento, ação e comportamento, pode-se evitar os estados de mente que destroem a paz interior. Quando um budista incidentalmente quebra um dos preceitos, ele não busca o perdão do pecado por parte de uma autoridade superior, como Deus ou um padre. Ao invés disso, se arrepende e analisa o porquê de ter quebrado o preceito. Confiando em sua sabedoria e determinação, modifica seu comportamento para prevenir a recorrência do mesmo erro. Ao fazer isso, o budista confia no esforço individual de auto-análise e auto-perfeição. Isto ajuda a restaurar paz e pureza de mente.

Muitos budistas montam um altar em um canto tranqüilo de suas casas para a recitação de mantras e a meditação diária. [Um mantra é uma seqüência de palavras que manifestam certas forças cósmicas, aspectos ou nomes dos budas. A repetição contínua de mantras é uma forma de meditação.] O uso de imagens budistas em locais de culto não deve ser visto como idolatria, mas como simbologia. Enfatiza-se o fato de que essas imagens em templos ou altares domésticos servem apenas para nos lembrar a todo momento das respectivas qualidades daquele que representam, o Iluminado, que nos ensinou o caminho da liberação. Fazer reverências e oferendas são manifestações de respeito e veneração aos Budas e Bodhisattvas.

Meditação

A meditação é comumente praticada pelos budistas para obter felicidade interior e cultivar sabedoria, de forma a alcançar a purificação da mente e a libertação. É uma atividade de consciência mental.

A felicidade que obtemos do ambiente físico que nos envolve não nos satisfaz verdadeiramente nem nos liberta de nossos problemas. Dependência de coisas impermanentes e apego à felicidade do tipo "arco-íris" produz somente ilusão, seguida de pesar e desapontamento. Segundo o Budismo, existe felicidade verdadeira e duradoura e todos temos o potencial de experimentá-la. A verdadeira felicidade jaz nas profundezas de nossa mente, e os meios para acessá-la podem ser praticados por qualquer um. Se compararmos a mente ao oceano, pensamentos e sentimentos tais como alegria, irritação, fantasia e tédio poderiam ser comparados a ondas que se levantam e voltam a cair por sobre sua superfície. Assim como as ondas se amansam para revelar a quietude nas profundidades do oceano, também é possível acalmar a turbulência de nossas mentes e revelar pureza e claridade naturais. A meditação é um meio de alcançar isso.

Nossas ilusões, incluindo ciúmes, raiva, desejo e orgulho, originam-se da má compreensão da realidade e do apego habitual à nossa maneira de ver as coisas. Através da meditação, podemos reconhecer nossos erros e ajustar nossa mente para pensar e reagir de maneira mais realista e honesta. Esta transformação mental acontece gradualmente e nos liberta das falácias instintivas e habituais, nos permitindo adquirir familiaridade com a verdade. Podemos, então, finalmente, nos libertar de problemas como insatisfação, raiva e ansiedade. Finalmente, compreendendo a maneira como as coisas de fato funcionam, nos é possível eliminar completamente a própria fonte de todos os estados mentais incômodos.

Assim, meditação não significa simplesmente sentar-se em uma determinada postura ou respirar de uma determinada maneira; estes são apenas recursos para a concentração e o alcance de um estado de mente estável. Apesar de diferentes técnicas de meditação serem praticadas em diferentes culturas, todas elas partilham o princípio comum de cultivar a mente, de forma a não permitir que uma mente destreinada controle nosso comportamento.

A vida humana é preciosa e, no entanto, nós a conseguimos.
O Dharma é precioso e, no entanto, nós o ouvimos.
Se não nos cultivarmos nesta vida,
Quando teremos essa chance novamente?

Características do budismo

Bodhisattva — Um ser iluminado que fez o voto de servir generosamente a todos os seres vivos com bondade amorosa e compaixão para aliviar sua dor e sofrimento e levá-los ao caminho da iluminação. Existem muitos Bodhisattvas, mas os mais populares no Budismo Chinês são os Bodhisattvas Avalokiteshvara, Kshitigarbha, Samantabhadra e Manjushri.

Bodhisattva Avalokiteshvara (Kuan Yin Pu Sa) — "Aquele que olha pelas lágrimas do mundo". Este Bodhisattva oferece sua grande compaixão para a salvação dos seres. Os muitos olhos e mãos representados em suas várias imagens simbolizam as diferentes maneiras pelas quais todos os seres são ajudados, de acordo com suas necessidades individuais. Originalmente representado por uma figura masculina, Avalokiteshvara é, hoje em dia, geralmente caracterizado, na China, como uma mulher.

Bodhisattva Kshitigarbha (Guardião do Mundo) — Sempre usando um cajado com seis anéis, ele possui poderes sobre o inferno. Ele fez o grande voto de salvar os seres que ali sofrem.

Curvar-se em reverência — Este ato significa humildade e respeito. Os budistas se curvam em respeito ao Buda e aos Bodhisattvas e, também, para recordar-se das qualidades virtuosas que cada um deles representa.

Buda — Este é muito mais do que um simples nome. A raiz Budh significa "estar ciente ou completamente consciente de". Um Buda é um ser totalmente iluminado.

Buda Shakyamuni (o fundador do Budismo) — Nasceu na Índia. Em busca da verdade, deixou sua casa e, disciplinando-se severamente, tornou-se um asceta. Finalmente, aos 35 anos, debaixo de uma árvore Bodhi, compreendeu que a maneira de libertar-se da cadeia de renascimento e morte era através de sabedoria e compaixão – o "caminho do meio". Fundou sua comunidade, a qual tornou-se conhecida como Budismo.

Buda Amitabha (Buda da Luz e Vida Infinitas) — É associado com a Terra Pura do Ocidente, onde recebe seres cultivados que chamam por seu nome.

Bhaishajya Guru (O Buda da Medicina) — Cura todos os males, inclusive o mal da ignorância.

Buda Maitreya (O Buda Feliz) — É o Buda do Futuro. Depois de Shakyamuni ter se iluminado, ele é aguardado como sendo o próximo Buda.

Instrumentos do Dharma — Estes instrumentos são encontrados nos templos budistas e são utilizados por monges durante as cerimônias. O "peixe" de madeira é normalmente colocado à esquerda do altar, o gongo, à direita e o tambor e o sino, também à direita, porém um pouco mais distantes.

Incenso — É oferecido com respeito. O incenso aromático purifica não só a atmosfera, mas também a mente. Assim como sua fragrância alcança longas distâncias, bons atos também se espalham em benefício de todos.

Flor de Lótus — Pelo fato de brotar e se desenvolver em águas lamacentas e turvas e, ainda assim, manifestar delicadeza e fragrância, a Flor de Lótus é o símbolo da pureza. Também significa tranqüilidade e uma vida distinta e sagrada.

Mudra – Os gestos das mãos que geralmente se vêem nas representações do Buda, são chamados de "mudras", os quais propiciam comunicação não-verbal. Cada mudra tem um significado específico. Por exemplo, as imagens do Buda Amitabha, normalmente, apresentam a mão direita erguida com o dedo indicador tocando o polegar e os outros três dedos estendidos para cima para simbolizar a busca da iluminação, enquanto a mão esquerda mostra um gesto similar, só que apontando para o chão, simbolizando a libertação de todos os seres sencientes. Nas imagens em que ele aparece sentado, ambas as mãos estão posicionadas à frente, abaixo da cintura, com as palmas voltadas para cima, uma contendo a outra, o que simboliza o estado de meditação. No entanto, se os dedos da mão direita estiverem apontando para baixo, isso simboliza o triunfo do Dharma sobre seres desencaminhados que relutam em aceitar o autêntico crescimento espiritual.

Oferendas — Oferendas são colocadas no altar budista pelos devotos. Fazer uma oferenda permite que reflitamos sobre a vida, confirmando as leis de reciprocidade e interdependência. Objetos concretos podem ser ofertados em abundância, no entanto, a mais perfeita oferenda é um coração honesto e sincero.

Suástica — Foi um símbolo auspicioso na Índia antiga, Pérsia e Grécia, simbolizando o sol, o relâmpago, o fogo e o fluxo da água. Este símbolo foi usado pelos budistas por mais de dois mil anos para representar a virtude, a bondade e a pureza do "insight" de Buda em relação ao alcance da iluminação. (Neste século, Hitler escolheu este símbolo para seu Terceiro Reich, mas inverteu sua direção, o denominou "Suástica" e o usou para simbolizar a superioridade da raça ariana.)

Fo Tzu (Pérolas de Buda) — Também conhecido como rosário budista. É um instrumento usado para controlar o número de vezes que se recita os nomes sagrados do Buda, dos Bodhisattvas ou para recitar mantras. Se usado com devoção no coração, ajuda-nos a limpar nossa mente ilusória, purifica nossos pensamentos e ainda resgata nossa original e imaculada Face Verdadeira. São constituídos de contas que podem ser de diferentes tipos: sementes de árvore Bodhi, âmbar, cristal, olho de tigre, ametista, coral, quartzo rosa, jade, entre outros.

Perda e pesar

Que a vida não é livre de sofrimento, é um fato. Sofremos com o envelhecimento, com as doenças e com a morte. O sofrimento tem de ser tolerado pelos vivos e pelos mortos. O propósito supremo do ensinamento do Buda é fazer-nos compreender a causa do sofrimento e encontrar um meio correto de superá-lo.

O Buda nos disse em seus ensinamentos que toda matéria, vivente ou não-vivente, estava constantemente sujeita a mudanças cíclicas. As coisas não-viventes passam por mudanças de formação, duração, deterioração e desaparecimento, enquanto que as coisas viventes passam por nascimento, doença, envelhecimento e morte. Mudar a todo momento mostra a natureza impermanente de nosso próprio corpo, mente e vida. Esta impermanência que temos de enfrentar é inevitável.

O Buda enfatizou que a principal razão do sofrimento é nosso imenso apego a nosso corpo, que é sempre identificado como "eu". Todo sofrimento brota desse apego ao "eu". Para sermos mais exatos, é a "consciência" que se abriga temporariamente no corpo existente, o qual funciona somente como uma casa. Por isso, a concepção comum de que o "eu" é o corpo físico está equivocada. Ao invés disso, seu corpo atual é somente uma propriedade neste tempo de vida. Quando nossa casa fica muito velha, todos nós adoramos a idéia de mudar para uma nova casa. Quando nossa roupa está muito usada, ansiamos por comprar roupas novas. Na hora da morte, quando a "consciência" abandona o corpo, isso é simplesmente encarado como a troca de uma casa velha por uma nova.

A morte é meramente a separação de corpo e "consciência". A "consciência" continua, sem nascimento ou morte, e busca "abrigo" em um novo corpo. Se entendermos isso, não há razão para lamentações. Ao contrário, deveríamos ajudar os que estão à beira da morte a ter um nascimento positivo, ou, simbolicamente, mudar de casa.

No contexto acima, um relacionamento de família ou de amizade existe em "consciência" mais do que em um corpo físico. Não fiquemos tristes por um filho que estuda do outro lado do mundo, por sabermos que ele está distante. Se tivermos a compreensão correta da verdade da vida e do universo, encararmos a morte como o começo de uma nova vida, e não como um ponto final, sem esperança, poderemos perceber que nossos sentimentos de perda e pesar não passam de ilusões através das quais somos enganados. Lamentar a morte é o resultado da ignorância da verdade da vida e o apego a um corpo físico impermanente.

Oito consciências

No Budismo, aquilo que normalmente chamamos de "alma" é, na verdade, uma integração das oito consciências. As consciências dos cinco sentidos — visão, audição, olfato, paladar e tato – mais a sexta, que é o sentido mental, que formula as idéias a partir das mensagens recebidas pelos cinco sentidos. A sétima é o centro do pensamento (manas) que pensa, deseja e raciocina. A oitava é a consciência ou, como também é chamada, o "armazém" (alaya).

Os primeiros seis sentidos não possuem inteligência fora de sua área de atuação; ao invés disso, eles são reportados a manas sem interpretações. Manas é como um general em seu quartel, juntando todas as informações enviadas, transferindo-as, arranjando-as, e devolvendo ordens aos seis sentidos. Ao mesmo tempo, manas está conectado com alaya. Alaya, o armazém, é o depósito onde as ações do karma são armazenadas desde o início dos tempos. Ações ou pensamentos praticados por uma pessoa são um tipo de energia espiritual, acrescentada a alaya por manas.

As ações armazenadas em alaya ali permanecem até que encontrem uma oportunidade favorável para manifestar-se. No entanto, alaya não pode agir por si mesmo, já que não possui nenhuma energia ativa. O agente discriminador, ou a vontade, é manas, o centro do pensamento, o qual pode agir sobre alaya para que ele desperte de seu estado dormente e seja responsável pelo nascimento de objetos individuais, sejam eles bons, maus ou neutros. Uma pessoa pode ter acumulado incontável karma, positivo ou negativo, em vidas passadas. No entanto, se ela não permitir que ele se manifeste, é como se ele não existisse. É como plantar sementes no solo. Se não houver condições adequadas para seu desenvolvimento, as sementes não brotarão. Assim, se plantarmos boas ações nesta vida, as ações de nosso karma negativo anterior não terá chance de se desenvolver nas atividades discriminadoras. Manas está sempre trabalhando em conjunção com a mente e os cinco sentidos; ele é responsável pelas conseqüências dos desejos, paixões, ignorância, crenças, etc. É absolutamente essencial manter manas funcionando corretamente, de forma a que ele interrompa a criação de karma negativo, e, ao invés disso, deposite boas ações em alaya. Isto é possível, já que manas não tem vontade cega, mas é inteligente e capaz de iluminação. Manas é o eixo ao redor do qual toda a disciplina budista se movimenta.

A morte é o processo de ter essas oito partes da consciência deixando o corpo em seqüência, sendo alaya o último. Isso leva cerca de oito horas para acontecer. Assim, o processo da morte não acaba quando a respiração cessa ou quando o coração para de bater, pois a consciência do ser que morre ainda vive. Quando a consciência deixa o corpo, essa, sim, é a hora real da morte.

Os seis reinos

Apesar de a qualidade do renascimento ser determinada pelo acúmulo total de karma, o estado de mente da pessoa que está morrendo, no momento da morte, está, também, relacionado com seu próximo rumo na transmigração para um dos seis reinos da vida. Os seis reinos da vida incluem seres celestiais, semideuses, seres humanos e três reinos malignos: animais, espíritos famintos e seres infernais. Atitudes incômodas e impróprias por parte das pessoas ao seu redor, como lamentações ou movimentação do corpo, tendem a aumentar a dor e a agonia daquele que está morrendo, causando raiva e apego que, quase sempre, sugam a "consciência" emergente para os reinos malignos. Para ajudar a pessoa que está morrendo, não se deve incomodá-la antes da morte até, pelo menos, oito horas depois da parada da respiração; ao contrário, deve-se ajudá-la a manter a calma e uma mente pacífica, ou oferecer suporte com práticas espirituais tais como recitação de mantras.

Funeral

A prática funeral budista é normalmente conduzida com solenidade. Não se estimula o luto. Um altar simples, com uma imagem do Buda, é montado. Há queima de incenso e oferenda de frutas e flores. Se a família assim o desejar, pode haver monges budistas ministrando bênçãos e recitando sutras e os vários nomes do Buda, juntamente com pessoas laicas. Estes procedimentos podem ser seguidos de um elogio à memória do morto. Certos rituais de luto, como vestir roupas brancas, caminhar com um cajado, lamuriar-se para expressar o grande efeito do seu pesar, queimar dinheiro, casas ou roupas feitas de papel para o morto, são, às vezes, considerados como sendo práticas budistas. Na verdade, esses são costumes tradicionais chineses.

A cremação é prática usual no Budismo – 2.500 anos atrás, o Buda disse a seus discípulos que cremassem seu corpo após a sua morte. No entanto, alguns budistas preferem velar seus mortos. A cremação pode ser escolhida, também, por questões de saúde ou de custo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Antrinitarismo

Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (coloquialmente referida como a Igreja Mórmon) é uma igreja de fundamentação cristã, com características restauracionistas. O nome oficial da igreja se refere a Jesus Cristo como seu líder e a conversão dos fiéis, ou santos, à igreja, na última dispensação — de onde surge a referência aos últimos dias. O termo santos é a mesma denominação usada na época que Jesus Cristo veio a Palestina (veja Atos 9:13, 9:32,9:41 e 26:10).

A Igreja está sediada em Salt Lake City, Utah, e estabeleceu congregações em todo o mundo. A partir de 2007, a Igreja relatou um pouco mais de 13 milhões de membros em todo o mundo, com pouco mais de 1 milhão no Brasil

Os adeptos, habitualmente referidos como Santos dos Últimos Dias (SUD) ou mórmons, são cristãos restauracionistas e conservadores e não são uma parte dos católicos, ortodoxos, protestantes ou tradições. À semelhança de outras organizações Restauracionistas, a igreja ensina que, após os eventos descritos no Novo Testamento, houve uma grande apostasia, da verdadeira fé cristã e o sacerdócio. A Igreja ensina que esta verdadeira fé e sacerdócio foram restauradas por Joseph Smith Jr.. através da profecia e da visitação dos anjos, no início de 1820. Assim, a Igreja ensina que é a única organização na Terra, com autoridade para realizar ordenanças válidas (como o batismo ou o Sacramento). A Igreja também pratica outras ordenanças, restauradas por meio de Joseph Smith, como o Casamento Celestial e o batismo pelos mortos.
História
Joseph Smith, aos quatorze anos de idade, após querer saber a qual igreja da sua época se filiar, retirou-se para ler a Bíblia em seu quarto quando leu em Tiago 1:5 "E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada." Refletindo sobre o que lera, Joseph retirou-se em oração e afirmou ter recebido uma visão na manhã de primavera de 1820, num bosque próximo à sua casa, na qual Deus e Jesus Cristo lhe ordenaram que não se filiasse a nenhuma das igrejas existentes, mas que restaurasse a verdadeira Igreja. Esta visão é conhecida como a Primeira Visão.

A tradição da Igreja diz que Joseph Smith recebeu do anjo Morôni a informação sobre o local onde estavam enterradas uma coleção de placas de ouro gravadas, que continham um registro da comunicação de Deus com os antigos habitantes das Américas e que também continha a plenitude do evangelho eterno. Mais tarde este registro nas placas seria traduzido por Joseph Smith Jr pelo dom e poder de Deus, dando origem ao chamado Livro de Mórmon, que constitui a base de fé da Igreja. O termo mórmon, geralmente usado para referir-se aos Santos dos Últimos Dias, deriva do nome do profeta Mórmon, que teria sido um dos autores e compiladores das escrituras que formaram o Livro.

Em 1830 foi restaurada a Igreja, que rapidamente cresceu, gerando uma série de violentas e sangrentas perseguições e assassinatos que culminaram no assassinato a sangue frio de Joseph Smith e seu irmão Hyrum Smith em 1844. Não tendo fim a religião por morte de seu líder, como pensavam os conspiradores, seu assassinato acabou dando maior força aos seus seguidores. Hoje, por causa dos missionários, que em geral são jovens entre 19 e 26 anos, é a religião cristã que mais cresce no mundo(segundo reportagem e do jornal da Band).

Ao completarem os 19 anos de idade, os jovens mórmons são incentivados pela liderança da Igreja a servir uma missão de tempo integral, deixando seus lares por dois anos, trabalho este voluntário, levando a mensagem do evangelho restaurado a diversos países do mundo.


Cronologia
Os Santos dos Últimos Dias professam a seguinte história:

Primavera de 1820 - Deus o Pai e Jesus Cristo aparecem a Joseph Smith Jr., então um menino de 14 anos, em resposta à sua oração (Joseph perguntou por meio de oração qual Igreja estava certa a fim de saber a qual se unir)
21 de setembro de 1823 - O anjo Morôni visita Joseph Smith Jr. e lhe dá instrução e informação com respeito da Igreja de Jesus Cristo e as placas de ouro que contêm o Livro de Mórmon.
22 de setembro de 1827 - O anjo Morôni, na Colina Cumorah (Condado de Ontário, Estado de Nova Iorque, EUA) entrega a Joseph Smith Jr. as placas de ouro a fim de que Joseph as traduza


A Primeira Visão - Deus o Pai e Jesus Cristo aparecem ao menino Joseph Smith Jr. na primavera de 182026 de março de 1830 - O Livro de Mórmon é publicado.
6 de abril de 1830 - A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é organizada em Fayette, Nova Iorque nos Estados Unidos da América por Joseph Smith Jr.
9 de junho de 1830 - Realiza-se a Primeira Conferência da Igreja.
Abril de 1830 - Samuel Smith torna-se o primeiro missionário da Igreja.
4 de fevereiro de 1831 - Chamado do primeiro Bispo da Igreja (Edward Partridge).
3 de agosto de 1831 - Dedicação do local do Templo em Independence, Missouri.
18 de março de 1833 - A Primeira Presidência é organizada pela primeira vez.
18 de dezembro de 1833 - Joseph Smith Sr. chamado como o primeiro Patriarca da Igreja.
17 de fevereiro de 1834 - Organizada a primeira Estaca da Igreja.
14 de fevereiro de 1835 - O Conselho dos Doze é organizado pela primeira vez, com o chamado de doze Apóstolos.
28 de fevereiro de 1835 - O Primeiro Quorum dos Setenta é organizado.
27 de março de 1836 - Dedicação do primeiro Templo da Igreja, em Kirtland, Ohio.
20 de julho de 1837 - Organizada a primeira Missão da Igreja - a Missão Britânica.
26 de abril de 1838 - O nome definitivo da Igreja é fixado - A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
25 de abril de 1839 - Comprados os primeiros terrenos onde os Mórmons viriam a erigir a cidade de Nauvoo, no Illinois (efetivamente estabelecida a 16 de Dezembro de 1840).
24 de outubro de 1841 - Orson Hyde, do Conselho dos Doze, em Jerusalém, dedicou a Palestina para o regresso dos Judeus.

O anjo Morôni, na Colina Cumorah, Nova York, entrega a Joseph Smith Jr. as placas de ouro em 18231 de março de 1842 - São publicadas as Regras de Fé, treze pontos que definem as crenças básicas da Igreja, no periódico Times and Seasons.
17 de março de 1842 - É organizada a Sociedade de Socorro, uma organização feminina que hoje inclui todas as mulheres da Igreja, tornando-se assim a maior organização feminina do mundo.
27 de junho de 1844 - Joseph Smith Jr. e o seu irmão Hyrum Smith são assassinados em Carthage, Illinois. Inicia-se um período de desorganização do movimento que culminará em diversas ramificações;
8 de agosto de 1844 - Brigham Young assume a liderança da Igreja, sendo o presidente do Conselho dos Doze, sendo apoiado pela maioria dos seus membros.
4 de fevereiro de 1846 - Os Mórmons começam a abandonar a cidade de Nauvoo, para fugir às perseguições.
1 de maio de 1846 - O Templo de Nauvoo (o segundo erigido pela Igreja) é dedicado, já com os Mórmons a caminho do Oeste.
24 de julho de 1847 - Os Mórmons, liderados por Brigham Young, chegam ao Vale de Lago Salgado (Salt Lake Valley), naquilo que se viria a tornar o Estado de Utah.
5 de dezembro de 1847 - Brigham Young torna-se o segundo Presidente da Igreja, com a reorganização da Primeira Presidência.
9 de setembro de 1850 - Criado o Território de Utah, por decisão do Congresso americano, com Brigham Young como Governador.
Maio de 1851 - Publicação do Livro de Mórmon em Dinamarquês, a primeira lingua além do Inglês em que o livro é publicado.
11 de novembro de 1851 - Criada a Universidade do Estado de Deseret (hoje Universidade de Utah) em Salt Lake City.
14 de fevereiro de 1853 - Iniciada a construção do Templo de Salt Lake City, que se viria a prolongar por quarenta anos.
12 de fevereiro de 1870 - As mulheres em Utah recebem o direito de voto, sendo este um dos primeiros estados ou territórios a conceder este direito às mulheres.
16 de outubro de 1875 - Fundada a Academia Brigham Young, que mais tarde se chamaria Universidade Brigham Young, em Provo, Utah
29 de agosto de 1877 - Brigham Young morre em Salt Lake City, com 76 anos.
24 de setembro de 1890 - Foi publicado o Manifesto encerrando a prática do Casamento Plural (poligamia), sendo que eram raros os casos de poligamia mesmo antes dessa data.
6 de abril de 1893 - Após mais de 40 anos de construção, o Templo de Salt Lake City é finalmente terminado, e dedicado.* 13 de novembro de 1894 - A Sociedade Genealógica de Utah é organizada.
4 de janeiro de 1896 - Utah é elevado à categoria de Estado.
1 de abril de 1898 - Inez Knight e Lucy Brimhall são as primeiras missionárias da Igreja a ser oficialmente chamadas. Servem uma missão em Inglaterra.
Fevereiro de 1907 - Reed Smoot, membro do Conselho dos Doze, eleito para o Senado Americano em 1903, finalmente toma o seu lugar neste orgão governativo, tornando-se o primeiro mórmon Senador.
25 de novembro de 1952 - Ezra Taft Benson, do Conselho dos Doze Apóstolos, foi nomeado Secretário de Estado (Ministro) da Agricultura durante os dois mandatos de Dwight D. Eisenhower como Presidente dos Estados Unidos.
1 de maio de 1966 - A primeira Estaca na América do Sul é organizada em São Paulo, Brasil.
Novembro de 1974 - William Grant Bangerter chega a Lisboa, Portugal, como primeiro presidente desta recém criada missão.
9 de junho de 1978 - Uma carta da Primeira Presidência foi emitida, anunciando que o Sacerdócio poderia ser concedido a todos os homens dignos da Igreja, independentemente de raça ou cor, maiores de doze anos de idade. Antes disso, apenas homens brancos e sem linhagem alguma de negros podiam receber o sacerdócio. A 30 de Setembro seria aceita por voto de apoio em Conferência Geral da Igreja e incorporada como Declaração Oficial - 2 na Doutrina & Convênios.
Julho de 1978 - Helvécio Martins, um executivo do Rio de Janeiro, no Brasil, é o primeiro negro a ser ordenado ao Sacerdócio, após a publicação da "Declaração Oficial - 2".
30 de outubro de 1978 - Dedicado o Templo de São Paulo, no Brasil, primeiro neste país.
18 de fevereiro de 1979 - Criada a milésima Estaca da Igreja, em Nauvoo, Illinois.
10 de julho de 1981 - Criada a primeira Estaca de Portugal, em Lisboa.
1 de abril de 1982 - O número de membros da Igreja ultrapassa os 5 milhões.
16 de outubro de 1988 - Criada a Estaca de Manaus, Brasil, a 1 700ª Estaca da Igreja.
28 de fevereiro de 1996 - Pela primeira vez na História da Igreja, existem mais membros fora dos Estados Unidos do que neste país.
Novembro de 1997 - A Igreja ultrapassa os 10 milhões de membros.
1 de julho de 1998 - O Mormon Tabernacle Choir atua em Portugal pela primeira vez.
1999 - Portugal atingiu os 35 000 membros, tornando-se o segundo país da Europa continental em número de membros da Igreja, estando a Alemanha em primeiro.
19 de março de 1999 - Dedicado o Templo de Madrid, Espanha, que serve também os membros da Igreja em Portugal.
1 de outubro de 2000 - Dedicado o Centésimo Templo em operação da Igreja, em Boston, Massachusetts.

O termo "mórmom"

O termo Mórmon, geralmente usado para referir-se aos membros da Igreja, deriva do nome do profeta Mórmon, que é um dos autores e compiladores das escrituras que formaram O Livro de Mórmon, Outro Testamento de Jesus Cristo. Apesar de os termos mórmon e mormonismo serem aceitos pela própria Igreja, a denominação oficial recomendada para os fiéis é santos dos últimos dias, ou o acrônimo em português "SUD" e em inglês LDS (Latter-day Saints).

A sua sede fica situada nos Estados Unidos, especificamente no estado de Utah (o qual foi fundado pelos mórmons), na cidade de Salt Lake City. Está presente em mais de 160 países e hoje possui quase treze milhões de membros, dos quais mais de metade estão fora dos Estados Unidos (dados oficiais de Abril de 2007). A Igreja mantém registros cuidadosos de seus membros, incluindo informações sobre a sua árvore genealógica; estas informações são importantes devido à crença na possibilidade da salvação dos antepassados, através do batismo vicário feito pelos seus descendentes. Os membros da igreja acreditam que a salvação só poderá ser alcançada se os antepassados aceitarem o Evangelho no "mundo espiritual", lugar onde o espírito dos mortos aguardam a ressurreição.
História no Brasil

Templo de São Paulo em São Paulo
Templo de Campinas em Campinas.O início da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no Brasil deu-se antes da Segunda Guerra Mundial. Uma família de alemães estabeleu-se em Ipoméia, Santa Catarina. Como em solo brasileiro ainda não havia sido estabelecida a Igreja SUD, escreveram para a Primeira Presidência solicitando que lhe enviassem materiais de apoio, alem de missionários. Na época, a missão mais próxima situava-se em Buenos Aires, na Argentina, e de lá os primeiros missionários mórmons se dirigiram à Ipoméia, onde iniciaram o trabalho missionário brasileiro. Com a Segunda Guerra, entretanto, os missionarios deixaram o Brasil, e somente os membros da Igreja levaram avante o trabalho missionário.

A expansão da Igreja reiniciou-se logo após o término da guerra, quando a Igreja tornou a enviar missionários, desta vez para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Um pouco mais tarde, a Igreja iniciou o trabalho do proselitismo em Goiás, Amazonas e Pernambuco.

Cronologia
1913 - Família Zapf: Batizados na Alemanha, a família Zapf, composta por Auguste, sua esposa e seus dois filhos, emigrou para o Brasil em 1913 e tornou-se os primeiros santos dos últimos dias no Brasil.
1923 - Neste ano, o casal Lippelt, da Alemanha, emigrou para o Brasil. Tiveram contato com a presidência da Igreja nos Estados Unidos e solicitaram os primeiros missionários para o Brasil.
1928 - O presidente Stoolf, da missão sul-americana, visitou o Brasil pela primeira vez. Os élderes Schindler e Heinz foram os primeiros missionários a chegarem no país, em 17 de setembro de 1928.
1929 - A família Sell é batizada na Igreja, em Joinville - SC. São os primeiros a serem batizados no Brasil.
1930 - O Brasil recebe o primeiro prédio da igreja, construída em Ipoméia (SC).
1931 - É dedicada a primeira capela da igreja, em 25 de outubro, na cidade de Joinville-SC.
1933 - É organizada a primeira Sociedade de Socorro no Brasil, em Joinville. Na ocasião, estavam presentes 24 irmãs da igreja.
1935-1938 - É criada a primeira missão brasileira, com sede em São Paulo. Rulon S. Howells é o presidente. O idioma falado pelos missionários era o alemão. O total de membros da igreja no Brasil era de apenas 143 membros. A obra da igreja se expande para o Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.
1939-1942 - O Livro de Mórmon é traduzido para o português, em 1939. O governo brasileiro proíbe a fala do idioma alemão em público e a Igreja passa a falar o idioma português. Também foi publicado para o português o primeiro panfleto de Joseph Smith, restaurador da Igreja. Em 1940, a Igreja se expande para o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Em 1941, a Igreja iniciou a retirada dos missionários americanos, devido a Segunda Guerra Mundial. Eles só retornaram em número considerável em 1946.
1943-1945 - Willian W. Seegmiller é o presidente da missão brasileira. Devido a Segunda Guerra Mundial, muitos ramos foram fechados no Brasil. O primeiro ramo reorganizado foi o de Campinas, em 14 de novembro de 1943, com o irmão João Serra como presidente.
Também durante a Segunda Guerra, o irmão George Lippelt foi chamado para presidir o ramo de Ipoméia, sendo o único membro a falar o português. No final de de 1943, a maior parte dos missionários partiu do Brasil e o trabalho de proselitismo foi mínimo.

1946-1949 - Harold M. Rex, antigo missionário da missão brasileira, retorna ao país como presidente da missão. No fim de 1945, o presidente declara que todos os missionários servindo no país devem falar obrigatoriamente o português. Foram reiniciadas as atividades do proselitismo. Os missionários americanos retornaram ao Brasil e muitos ramos foram reabertos. Em meados de 1947, o Brasil possuía 25 missionários. Em 1° de janeiro de 1948, foi publicada A Gaivota, primeira revista oficial da Igreja no Brasil e que, posteriormente, teve seu nome alterado para A Liahona. Em 1948, aumentou o número de missionários chamados para o Rio de Janeiro. Em 1949, a Igreja possuía 648 membros no Brasil.
1950-1953 - Novamente, o casal Howells retorna ao Brasil para liderar a missão brasileira. De imediato, o presidente Howells expande a Igreja para o Amazonas, Goiás, Pernambuco e Pará. Em São Paulo, a Igreja compra o prédio da rua itapeva para a sede da missão. Doutrina e Convênios, Pérola de Grande Valor e Jesus O Cristo são traduzidos para o português por Roberta Mcknight Hunt. É publicada a primeira edição de A Liahona em 1951.
1954-1958 - O presidente David O. McKay visitou o Rio de Janeiro e São Paulo e realizou uma conferência. Havia 15 ramos e 51 portadores do Sacedórcio de Melquisedeque.
88 pessoas são batizadas em 1954. Foram abertos novos ramos, passando de 23 para 33. O principal ramo aberto é em Manaus (AM).

1959-1963 - O élder Harold B. Lee, do Quórum dos Doze Apóstolos, veio ao Brasil e criou a missão brasileira do Sul, em 30 de setembro de 1959, com sede em Curitiba. A missão abrangia os estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Havia 11 ramos e 1.400 membros nesta missão. Em 22 de outubro de 1959 foram organizados os distritos de Porto Alegre (mais de 260 membros), Joinville (mais de 200 membros) e Curitiba (mais de 550 membros). Em 1° de novembro de 1959 foi organizado o distrito de São Paulo, com 9 ramos e 1.028 membros. A capela de Pinheiros e a casa da missão, situadas na rua iguatemi, foram inauguradas em 18 de fevereiro de 1962.
Em 1961, o élder Ezra Taft Benson desembarcou em Brasília em caráter oficial e participou de uma conferência com Juscelino Kubitschek, presidente brasileiro da época. Em dezembro de 1962 a Igreja contava com 6.747 membros, 43 ramos e 9 edifícios próprios.

1964-1967 - Em 1964, o presidente Paulsen construiu e dedicou quatro novas capelas e iniciou a construção de mais cinco.
A Igreja se expande para o Alagoas, Paraíba, Ceará, Sergipe e Rio Grande do Norte. Em 1965 a Igreja possuia 19.050 membros brasileiros. Em 1° de maio de 1966, foi organizada a Estaca São Paulo Brasil sob a direção dos élderes Spencer W. Kimball e Franklin D. Richards. Cerca de 40 magníficos edifícios da Igreja foram construídos em 1967, intensificando o progresso da Igreja.

1968-1972 - A sede da MIssão brasileira do Sul mudou-se definitivamente para Porto Alegre em 1968. A partir de julho do mesmo ano, a missão limita-se aos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em 7 de julho de 1968 foi criada a Missão Brasileira do Norte, com sede em Recife. A missão brasileira do Norte abrangia Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Manaus, Juiz de Fora, Recife e Rio de Janeiro. Apesar de as cidades serem distantes entre si, a obra progrediu mesmo com as dificuldades nas comunicações e distância. A missão brasileira passa a se chamar missão central, que incluía os estados de São Paulo e Paraná e o sul do Mato Grosso. Em junho de 1970, o Brasil tinha 35.547 membros da Igreja, 3 missões e 2 estacas. Em 6 de setembro de 1971, com a presença do élder Gordon B. Hinckley, foi criada a Estaca São Paulo Sul (unidades do ABC e Baixada Santista). Ainda em 1971, teve início o Programa do Seminário e do Instituto do Sistema Educacional da Igreja. A Missão Brasileira do Sul passa a se chamar Missão Brasil Sul e a Missão Brasileira do Norte passa a se chamar Missão Brasil Norte. Em 22 de outubro de 1972 é criada a primeira estaca do Rio de Janeiro. É dividida a missão Brasil Central, dando origem às missões Brasil Central Sul e Brasil Central Norte.

1973-1978 - O programa do Seminário e Instituto chegou a Campinas, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Recife e em todas as cidades que continham a igreja nos estados de Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Em 1975, acontece a grande conferência dos santos, no Palácio do Anhembi, em São Paulo. Nessa ocasião, foi anunciado aos santos a construção do Templo de São Paulo, o primeiro templo da Igreja no Brasil e na América Latina. O Templo de São Paulo foi dedicado em 31 de outubro de 1978 pelo presidente Spencer W. Kimball. Ainda em 1978, foi organizada a Estaca Manaus, a primeira estaca do Amazonas e da região norte. Contava com 4 ramos e 1 ala e aproximadamente 1.325 membros.
1979-1989 - Em 6 de agosto de 1980 foi dedicado o edifício dos escritórios administrativos da Igreja. Em 12 de outubro o apóstolo Ezra Taft Benson ordenou que missionários fossem pregar o evangelho no Distrito Federal por inteiro. Em 31 de outubro do mesmo ano, foi criada a primeira estaca do nordeste brasileiro, a Estaca Recife.
Em 1989, o presidente brasileiro José Sarney recebeu um Livro de Mórmon das mãos do profeta Gordon B. Hinckley

2000 - É dedicado o Templo de Recife e o Templo de Porto Alegre.
2002 - É dedicado o Templo de Campinas (SP).
2007 - É anunciado a construção do Templo de Manaus, o primeiro templo na Regão norte e na Amazônia.
2008 - É dedicado o Templo de Curitiba

Doutrina e postura






Estátua de Cristo no Centro de Visitantes na Praça do Templo de Salt Lake City











Livro de Mórmon, edição de 1980Joseph Smith Jr. resumiu a doutrina da Igreja em treze pontos fundamentais conhecidos como e os publicou no artigo Regras de Fé, a saber:

1.Cremos em Deus, o Pai Eterno, e em Seu Filho Jesus Cristo e no Espírito Santo.
2.Cremos que os homens serão punidos pelos seus próprios pecados e não pela transgressão de Adão.
3.Cremos que por meio da Expiação de Cristo, toda a humanidade pode ser salva por obediência às leis e ordenanças do Evangelho.
4.Cremos que os primeiros princípios e ordenanças do Evangelho são: primeiro, Fé no Senhor Jesus Cristo;segundo, Arrependimento;terceiro, batismo por imersão para a remissão de pecados; quarto, Imposição de mãos para o dom do Espírito Santo.
5.Cremos que um homem deve ser chamado por Deus, por profecia e pela imposição de mãos, por quem possua autoridade, para pregar o Evangelho e administrar as suas ordenanças.
6.Cremos na mesma organização que existia na igreja Primitiva, isto é: apóstolos, profetas, pastores, mestres, evangelistas, etc.
7.Cremos no dom de línguas, profecia, revelação, visões, cura, interpretação de línguas, etc.
8.Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, desde que esteja traduzida corretamente; cremos também ser o Livro de Mórmon a palavra de Deus.
9.Cremos em tudo o que Deus revelou, em tudo o que Ele revela agora, e cremos que ainda revelará muitas coisas grandiosas e importantes relativas ao Reino de Deus.
10.Cremos na coligação literal de Israel e na restauração das Dez tribos, que Sião (a Nova Jerusalém) será contruída no continente americano; que Cristo reinará pessoalmente na Terra; e que a Terra será renovada e receberá a sua glória paradisíaca.
11.Pretendemos o privilégio de adorar a Deus Todo-Poderoso de acordo com os ditames de nossa própria consciência; e concedemos a todos os homens o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde ou o que desejarem.
12.Cremos na submissão a reis, presidentes, governantes e magistrados, na obediência, honra e manutenção da lei.
13.Cremos em ser honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos e em fazer o bem a todos os homens; na realidade podemos dizer que seguimos a admoestação de Paulo: Cremos em todas as coisas, confiamos em todas as coisas, suportamos muitas coisas e esperamos ter a capacidade de tudo suportar. Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, nós a procuraremos.


Crenças básicas
Deus é nosso Pai Celestial. Ele nos ama e deseja que voltemos a Ele.
Jesus Cristo é o Filho de Deus. Ele é nosso Salvador. Ele nos redime da morte proporcionando a Ressurreição. Ele nos salva do pecado quando nos arrependemos.
Que Deus e Jesus Cristo são dois Seres separados e ressurretos.
Por meio da Expiação de Jesus Cristo, podemos voltar a viver com Deus se guardarmos Seus mandamentos.
A queda de Adão e Eva foi necessária para toda a humanidade.
O Espírito Santo nos ajuda a reconhecer a verdade.
Adão, em sua pré-existência, foi o arcanjo Miguel.
Os primeiros princípios e ordenanças do evangelho são fé em Jesus Cristo, arrependimento, batismo, e recebimento do dom do Espírito Santo.
A autoridade do sacerdócio de Deus existe hoje em Sua Igreja, da mesma forma que na Igreja original.
Adão já batizava em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
A Bíblia, o Livro de Mórmon, Doutrinas & Convênios e a Pérola de Grande Valor, são a Palavra de Deus.
Deus revela Sua vontade aos profetas hoje em dia, da mesma forma que o fazia antigamente.
Nossa vida tem um propósito sagrado.
Joseph Smith foi o primeiro profeta após a morte de Jesus Cristo e seus apostolos. Após ele outros homens vêm sendo chamados e ordenados por Deus, para guiar e orientar os santos de acordo com a autoridade recebida por Deus para agir em seu nome.
As famílias podem ficar juntas para sempre.
Os mortos podem ser batizados por procuração.
Por meio do serviço aos outros, podemos experimentar a alegria e ficar mais perto de Deus.

Lei da castidade
A igreja incentiva os seus membros a serem castos e puros em relação aos seus apetites carnais. Desde pequeno é ensinado aos membros a manterem-se puros e com uma conduta honesta e casta, ou seja, que se abstenham de relações sexuais até ao casamento consumado. E durante o casamento só pode manter relações com o seu cônjuge legalmente casada com o direito civil. Desta forma, a igreja visa manter casais mórmons fiéis e preservar a integridade da família. A violação desta lei pode trazer sérias conseqüências para sua vida pessoal, paz interior e espiritual, integridade, e eventualmente acontecer a suspensão ou excomunhão do membro infrator.


Disciplina e conduta
Oram à Deus em nome de Jesus Cristo em uma oração pessoal e familiar. A oração é feita frequentemente e de acordo com a necessidade do membro. Oram também, durantes as reuniões. Diariamente, os membros estudam as escrituras em suas casas. Cumprem a lei do dízimo e oferecem 10% do seu rendimento como oferta, uma vez por mês. Ao primeiro sábado do mês, realizam um jejum de 24 horas, onde se abstêm tanto de comida como de água. O dinheiro que seria gasto no consumo de alimentos durante o jejum, é doado à pessoas pobres.


Palavra de Sabedoria
A Palavra de Sabedoria é o nome dado a uma parte do livro de Doutrina e Convênios, escrito por Joseph Smith em 1833, que descreve o código da saúde recomendado pela Igreja. A aderência às proibições de consumo de bebidas alcoólicas, café, chá preto, tabaco e uso e tráfico de drogas ilícitas é um pré-requisito para o batismo na igreja e para os membros entrarem no templo da igreja e comprometerem-se a uma expressão de Deus.

A Palavra de Sabedoria é justificada com base na analogia que o corpo de um indivíduo está representando o templo de Deus. Inclui uma lista de recomendações alimentares, incluindo o uso freqüente de grãos, frutas, legumes e pouco consumo de carnes. Ao longo dos anos, a Igreja adicionou dicas para manter a saúde, que foram acrescentadas e são consideradas parte da Palavra de Sabedoria. Algumas sugestões incluem o exercício regular, a melhoria da saúde física e mental, estudo diário das escrituras e educação do páis onde residem, etc. Na conferência geral da Igreja SUD de 9 de setembro de 1851, Brigham Young declarou que as recomendações dentro da Palavra de Sabedoria estavam sendo tomadas para todas as ordens aos santos dos últimos dias. A Palavra de Sabedoria é considerado um princípio, com a promessa de incluir bênçãos espirituais para aqueles que cumprem a Palavra de Sabedoria.


Aborto
A Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias Santos opõe-se ao aborto. No entanto, aceita o aborto em casos limitados, por exemplo, se a concepção foi causada por estupro ou incesto, quando a mãe da vida está em perigo, de acordo com a autoridade médica competente e, quando for demonstrado que o feto padece de graves defeitos que não lhe permitem viver após o nascimento. Ainda assim, nestes casos, recomenda-se que a mãe deve pensar e explorar, juntamente com sua família e líderes da igreja, a orientação de Deus antes de tomar uma decisão. A Igreja oferece adoção, especialmente para casais que têm dificuldade em ter filhos, e assim o exigem.


Aspectos gerais

Alguns membros usam um anel, com as letras "CTR" significando "Conserva Tua Rota", que serve como lembrança de guardar os mandamentos.Na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias a Igreja é formado por cada membro digno, independente de formação eclesiástica específica. "Para que a plenitude do meu evangelho seja proclamada pelos fracos e pelos simples aos confins da Terra e perante reis e governantes." (Doutrina e Convênios/ Seção 1 versículo 23.)

Na Igreja, servem homens e mulheres em cargos de liderança, cada membro é incentivado a "crescer em graça e sabedoria" e se capacitar a servir na Igreja, entretanto o Sacerdócio é dado somente aos homens dignos da Igreja. A partir dos 12 anos, todo membro do sexo masculino, considerado digno, pode ajudar a cuidar dos vários deveres da igreja. Aos 12 anos, o jovem pode ser ordenado ao Sacerdócio Aarônico (ou 'menor') e, aos 18 anos o Sacerdócio de Melquisedeque (ou 'maior').

Os cargos eclesiásticos na Igreja são voluntários e não são remunerados. Apenas os cargos administrativos (ocupados por membros ou não, como funcionários registrados) recebem remuneração pelo seu serviço (Engenheiros Civis, Pedreiros, Administradores etc.). Alguns missionários que atuam em tempo integral recebem ajuda de custo (alimentação e moradia) mas eles são incentivados a custear sua própria missão. As famílias dos Santos dos Últimos Dias participam nos muitos programas patrocinados pela congregação em sua localidade, ou Ala. Em nível congregacional, os élderes, os bispos e os presidentes das estacas (distritos) supervisionam os bem-organizados assuntos da Igreja. Um conselho de 12 apóstolos viajantes, cuja sede para reuniões fica em Salt Lake City, tem jurisdição mundial. Por fim, o presidente da Igreja — apoiado como profeta, vidente e revelador — e dois conselheiros compõem o corpo que preside a igreja, chamado de Primeira Presidência.
Várias ordenanças afetam a vida dos mórmons devotos. O batismo por imersão, que significa arrependimento e obediência, pode ocorrer depois que o membro completa oito anos (idade em que a criança já tem alguma capacidade de escolher). Depois disso os membros podem participar de ordenanças nos Templos da Igreja (atualmente pouco mais de cem em todo o mundo, sendo 5 no Brasil), tal como o Templo de Salomão[carece de fontes?]. A cerimônia da investidura no templo envolve uma série de convênios. O casamento no Templo, também conhecido como "selamento", é considerado o mais desejável dos convênios realizados por um mórmon. Eles acreditam que ao fazer e honrar esse convênio transforma o seu casamento civil (e temporal) em eterno, ou seja, "para o tempo e para toda a eternidade" e não "até que a morte os separe".

Crêem que cada ser humano, por ser um filho de Deus, tem potencial para ser um deus depois da ressurreição e depois de sua exaltação, e que todos nasceram e viveram nos céus junto ao Deus Supremo e Exaltado (que outrora também fora humano). "O próprio Deus já foi como nós somos agora — ele é um homem exaltado, entronizado em céus distantes!" - (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, compilado por Joseph Fielding Smith, pp. 336) Crêem que para progredir, devem vir a Terra e viver nela.

Existem várias ramificações do movimento dos Santos dos Últimos Dias, que se formaram após a morte do Profeta Joseph Smith e perduraram até a presente data, sendo outra delas (além de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias), A Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mudado posteriormente o nome para Comunidade de Cristo, que também acreditam no Livro de Mórmon e em Doutrina e Convênios, com exceção das ordenanças pelos mortos, já que alegam que foi uma revelação local para aquela época e não para toda a Igreja[carece de fontes?]. Também os Mórmons Fundamentalistas, outra ramificação que perdurou até os dias de hoje. Esses últimos acreditam na lei bigama revelada a Joseph Smith e até a presente data continuam praticando a poligamia secretamente em Utah e outros estados vizinhos, embora a lei americana proíba tal prática[carece de fontes?].


Organização e liderança da Igreja


Quórum dos Doze Apóstolos
Na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o Quórum dos Doze Apóstolos existe desde a sua restauração. Quando da morte de Joseph Smith Jr. em 1844, o Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos era Brigham Young. Recebendo a responsabilidade de presidir a Igreja, Young enfatizou que, conforme a autorização de Joseph Smith, o Quórum dos Doze seria o governo central da Igreja sob a Primeira Presidência.

Historicamente, o membro mais antigo do Quórum dos Doze Apóstolos é também o Presidente do mesmo e assume a presidência da Igreja quando o presidente falece, deixando a presidência desse quorum para o 2° apóstolo mais velho, mesmo assim precisa receber o apoio de todos os outros apóstolos, logo então é apresentado a todos os membros da igreja , na primeira oportunidade de Conferência Geral que é dividida em duas partes, (a primeira acontece no primeiro domingo do mês de abril e a segunda parte no primeiro domingo do mês de outubro)e pedido seu apoio, como acontece em todo chamado da igreja. O presidente então escolhe dois conselheiros. Este segundo membro mais velho então é designado como Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos, e um novo apóstolo é chamado. Nos casos em que o segundo membro mais velho é chamado como conselheiro, um presidente interino é chamado dentre os doze apóstolos.


Membros do Quórum dos Doze original, antes de 1844
Esta é a lista de membros do quórum antes de 1844. A lista incluí a data em que cada apóstolo foi ordenado. Em alguns casos, a data de batismo é usada, pois a data de ordenação é desconhecida. Em negrito, apóstolos que se tornaram presidentes da Igreja.

Joseph Smith Jr., profeta, vidente e revelador e primeiro Presidente da Igreja




Brigham Young, segundo Presidente da IgrejaJoseph Smith, Jr (6 de Abril de 1830)






Thomas B. Marsh (26 de Abril de 1835)
David W. Patten (15 de Fevereiro de 1835)
Brigham Young (14 de Fevereiro de 1835)
Heber C. Kimball (14 de Fevereiro de 1835)
Orson Hyde (15 de Fevereiro de 1835)
William E. McLellin (15 de Fevereiro de 1835)
Parley P. Pratt (21 de Fevereiro de 1835)
Luke S. Johnson (15 de Fevereiro de 1835)
William Smith (15 de Fevereiro de 1835)
Orson Pratt (26 de Abril de 1835)
John F. Boynton (15 de Fevereiro de 1835)
Lyman E. Johnson (14 de Fevereiro de 1835)
John E. Page (19 de Dezembro de 1838)
John Taylor (19 de Dezembro de 1838)
Wilford Woodruff (26 de Abril de 1839)
George A. Smith (26 de Abril de 1839)
Willard Richards (14 de Abril de 1840)
Lyman Wight (8 de Abril de 1841)
Amasa M. Lyman (Agosto de 1842)



1844 à atualidade
Lista dos Membros do Quórum dos Doze Apóstolos

Esta é a lista dos membros do Quórum na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias ordenados depois de 1844, listados com a data de suas ordenações. Em alguns casos, a data de batismo é usada, pois a data de ordenação é desconhecida. Em negrito, os Apóstolos que foram chamados como presidentes da Igreja.

Ezra T. Benson (16 de Julho de 1846)
Charles C. Rich (12 de Fevereiro de 1849)
Lorenzo Snow (12 de Fevereiro de 1849)
Erastus Snow (12 de Fevereiro de 1849)
Franklin D. Richards (12 de Fevereiro de 1849)
George Q. Cannon (26 de Agosto de 1860)
Joseph F. Smith (1 de Julho de 1866)
Brigham Young, Jr. (4 de Fevereiro de 1864)
Albert Carrington (3 de Julho de 1870)
Moses Thatcher (9 de Abril de 1879)
Francis M. Lyman (27 de Outubro de 1880)
John Henry Smith (27 de Outubro de 1880)
George Teasdale (16 de Outubro de 1882)
Heber J. Grant (16 de Outubro de 1882)
John W. Taylor (15 de Maio 1884)
Marriner W. Merrill (7 de Outubro de 1889)
Anthon H. Lund (7 de Outubro de 1889)
Abraham H. Cannon (7 de Outubro de 1889)
Matthias F. Cowley (7 de Outubro de 1897)
Abraham O. Woodruff (7 de Outubro de 1897)
Rudger Clawson (10 de Outubro de 1898)
Reed Smoot (8 de Abril de 1900)
Hyrum Mack Smith (24 de Outubro de 1901)
George Albert Smith (8 de Outubro de 1903)
Charles W. Penrose (7 de Julho de 1904)
George F. Richards (9 de Abril de 1906)
Orson F. Whitney (9 de Abril de 1906)
David O. McKay (9 de Abril de 1906)
Anthony W. Ivins (6 de Outubro de 1907)
Joseph Fielding Smith (7 de Abril de 1910)
James E. Talmage (8 de Dezembro de 1911)
Stephen L. Richards (18 de Janeiro de 1917)
Richard R. Lyman (7 de Abril de 1918)
Melvin J. Ballard (7 de Janeiro de 1919)
John A. Widtsoe (17 de Março de 1921)
Joseph F. Merrill (8 de Outubro de 1931)
Charles A. Callis (12 de Outubro de 1933)
J. Reuben Clark (11 de Outubro de 1934)
Alonzo A. Hinckley (11 de Outubro de 1934)
Albert E. Bowen (8 de Abril de 1937)
Sylvester Q. Cannon (14 de Abril de 1938)
Harold B. Lee (10 de Abril de 1941)
Spencer W. Kimball (7 de Outubro de 1943)
Ezra Taft Benson (7 de Outubro de 1943)
Mark E. Petersen (20 de Abril de 1944)
Matthew Cowley (11 de Outubro de 1945)
Henry D. Moyle (10 de Abril de 1947)
Delbert L. Stapley (5 de Outubro de 1950)
Marion G. Romney (11 de Outubro de 1951)
LeGrand Richards (10 de Abril de 1952)
Adam S. Bennion (9 de Abril de 1953)
Richard L. Evans (8 de Outubro de 1953)
George Q. Morris (8 de Abril de 1954)
Hugh B. Brown (10 de Abril de 1958)
Howard W. Hunter (15 de Outubro de 1959)
Gordon B. Hinckley (5 de Outubro de 1961)
N. Eldon Tanner (11 de Outubro de 1962)
Thomas S. Monson (10 de Outubro de 1963) (Vivo)
Boyd K. Packer (9 de Abril de 1970) (Vivo)
Marvin J. Ashton (2 de Dezembro de 1971)
Bruce R. McConkie (12 de Outubro de 1972)
L. Tom Perry (11 de Abril de 1974) (Vivo)
David B. Haight (8 de Janeiro de 1976)
James E. Faust (1 de Outubro de 1978)
Neal A. Maxwell (23 de Julho de 1981)
Russell M. Nelson (7 de Abril de 1984) (Vivo)
Dallin H. Oaks (3 de Maio 1984) (Vivo)
M. Russell Ballard (10 de Outubro de 1985) (Vivo)
Joseph B. Wirthlin (9 de Outubro de 1986)
Richard G. Scott (6 de Outubro de 1988) (Vivo)
Robert D. Hales (7 de Abril de 1994) (Vivo)
Jeffrey R. Holland (23 de Junho de 1994) (Vivo)
Henry B. Eyring (6 de Abril de 1995) (Vivo)
Dieter F. Uchtdorf (7 de Outubro de 2004) (Vivo)
David A. Bednar (7 de Outubro de 2004) (Vivo)
Quentin L. Cook (7 de Outubro de 2007) (Vivo)
D. Todd Christofferson (6 de Abril de 2008) (Vivo)



Membros atuais
Atualmente, são estes os membros do Quórum dos Doze Apóstolos:

1.Élder Boyd K. Packer - (ordenado Apóstolo Em 1970), Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos desde 3 de Fevereiro de 2008
2.Élder L. Tom Perry (Ordenado em 1974)
3.Élder Russell M. Nelson (1984)
4.Élder Dallin H. Oaks (1984)
5.Élder M. Russell Ballard (1985)
6.Élder Richard G. Scott (1988)
7.Élder Robert D. Hales (1994)
8.Élder Jeffrey R. Holland (1994)
9.Élder David A. Bednar (2004)
10.Élder Quentin L. Cook (2007)
11.Élder D. Todd Christofferson (2008)
12.Élder Neil L. Andersen (2009)

A Primeira Presidência têm três apóstolos como seus membros mas eles não fazem parte do Quórum dos Doze. Thomas S. Monson é Presidente da Igreja e na Primeira Presidência, com Henry B. Eyring, Primeiro Conselheiro, e Dieter F. Uchtdorf, Segundo Conselheiro.


David A. Bednar, Apóstolo de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos DiasBoyd K. Packer é o Presidênte do Quórum dos Doze Apóstolos. Como regra geral, ele é o sucessor de Thomas S. Monson na Presidência da Igreja.

Quando o Presidente do Quórum dos Doze serve como Conselheiro na Primeira Presidência, ele não serve ativamente neste chamado e não é contado no Quórum dos Doze Apóstolos. Quando um Apóstolo é chamado como conselheiro, outro Apóstolo é designado para completar o quórum e um dos integrantes desse quórum é apontado como Presidente Interino em seu lugar.

Com a morte do Pres. Gordon B. Hinckley e conseqüente chamado do Élder Dieter F. Uchtdorf para compor a Primeira Presidência, o Quórum dos Doze ficou incompleto até o apoio de D. Todd Christofferson, durante a sessão de sábado (5 de Abril de 2008) da 178ª Conferencia Geral Anual da Igreja, para compor o Quórum dos Doze.

Os setenta
Existe também na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o Quórum dos Setenta (que deve ter no máximo setenta componentes). Os santos dos últimos dias clamam ser esta a mesma organização instituída por Jesus Cristo durante seu ministério na Palestina, quando chamou setenta homens para pregar o evangelho.

Na Bíblia: "Depois disto, o Senhor designou outros setenta; e os enviou de dois em dois, para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir." (Bíblia Evangelho de Lucas 10:1)

Em Doutrina e Convênios: "Os Setenta também são chamados para pregar o evangelho e ser testemunhas especiais junto aos gentios e em todo o mundo — diferindo assim dos outros oficiais da igreja nos deveres de seu chamado." (Doutrina e Convênios Seção 107:25)

Com o crescimento da Igreja, existe mais de um Quórum de Setentas, sendo parte deles com componentes que servem exclusivamente à Igreja até o fim de suas vidas, em outros Quóruns os membros servem temporariamente, podendo ser desobrigados após um tempo de serviço voluntário.

Cada Setenta tem o título de "Elder" (traduz-se presbítero ou ancião em português, mas a igreja usa a palavra elder para identificar estes oficiais). O termo Elder nada mas é do que uma referência ao ofício do Sacerdócio ao qual portam. Servem em diversas partes do mundo, recebendo instruções do quórum dos doze apóstolos e do profeta vivo, repassando essas instruções às autoridades locais da Igreja (Presidentes de Estaca ou Distrito, e Bispos ou Presidentes de Ramo).


Cultura
Devido às diferenças no estilo de vida promovida pela doutrina da Igreja e da história, uma cultura distinta tem crescido em torno de membros da igreja. É sobretudo concentrado no Ocidente, mas como membros da igreja se concentram em todo o mundo, muitas das suas práticas mais distintivas, como seguir a palavra de sabedoria, revelou uma lei ou código (D&C 89), semelhante ao capítulo 11 de Levítico, na Bíblia, que proíbe o consumo de tabaco, álcool, café e chá, e outras substâncias que causam dependência. Como resultado da palavra de sabedoria, a cultura em algumas áreas do mundo, com uma alta concentração de membros da igreja, tende a ser refletida.

Reuniões e programas extensivos são realizadas regularmente e se tornaram parte da cultura dos santos dos últimos dias.


Casa e família
Quatro vezes por ano, as mulheres adultas (membros da Sociedade de Socorro) freqüentam a casa de uma família em busca de enriquecimento espititual. A reunião pode ser constituída por um projeto de serviço (quando as mulheres se organizam e ajudam a família na organização do lar) ou assistir a um evento social. A Sociedade de Socorro também oferecem atividades complementares para as mulheres com as mesmas necessidades e interesses.


Eventos e encontros sociais
Além destas reuniões regulares, reuniões adicionais são freqüentemente realizadas na Igreja. Auxiliares oficiais da liderança podem realizar reuniões ou treinamentos para membros da igreja. A reunião é dependendo de cada situação. A igreja oferece também bailes, jantares, festas e apresentações musicais. A Organização dos Rapazes e Moças, uma das organizações estruturais da igreja, realiza uma vez por ano uma atividade onde os jovens aprendem técnicas de escotismo e progresso pessoal. Outras atividades populares são o aprendizado de técnicas de basquete (para jovens) história familiar, conferências, devocionais (para jovens e membros solteiros). Membros da igreja também podem utilizar o edíficio da igreja para casamentos, recepções e funerais.


Meios de Comunicação e Artes
A cultura criou importantes oportunidades de negócio para os santos dos últimos dias na mídia independente. A maior parte dessas comunidades são na área de cinema, websites, arte gráfica, fotografia e pinturas. A igreja possui uma cadeia de livrarias chamados "Deseret Book", localizada em Salt Lake City, EUA e que proporcionam um canal através de publicações, que são vendidas. Alguns dos títulos que se tornaram populares fora da comunidade SUD são as novelas "Glória" e o filme The Other Side of Heaven (O Outro Lado do Céu). Uma série de obras foram bem sucedidos apenas no seio da comunidade mórmon. Estas obras geralmente pronunciamos sobre a cultura mórmon ou são de interesse histórico ou são ficção histórica. A BYU TV, canal de televisão patrocinado pela igreja, vai ao ar em várias redes.